quando é que para de doer?
como superar a única coisa
que você sempre soube que não suportaria?
onde abandonar a traição
com toda a confiança destruída?
eu não ganho.
tá errado o nome do jogo.
eu não ganho de forma alguma.
o preço das escolhas que eu fiz
foi esquecer quem sou.
hoje ando no escuro se estiver por mim mesma
me perdi de mim.
e perdi a inocência.
perdi a esperança.
perdi.
perdi muita coisa.
o que ganhei foi um latejar que não passa.
e o que posso escolher é como conviver com ele...
vale a pena salvar um coração em troca do próprio?
não sei.
mas pra mim não valia deixá-lo morrer.
para o quando, a resposta é nunca.
para o como, não há fórmula.
para o onde, esse é um lugar inexistente.
há uma estranha em mim e o que eu fui.
reconheço justo em quem nos partiu nessas duas
aquela 'meninazinha dos olhos verdes'
mas ela já não mora mais em mim.
alugou nova casa!
ironicamente alguém aprendeu e eu desaprendi.
esse foi o preço das escolhas que eu fiz.
e a escolha que eu faço agora
é conviver com a dor,
e viver com a recordação de mim
toda vez que visito o tal novo hospedeiro.
no fim... se ele ganhou...
de alguma forma eu não devo ter perdido tudo.
afinal, não fui eu mesma que decidi pagar?
agora não há mais nada a perder
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