há pelo menos uma coisa que não podemos negar.
estou me tornando cada vez mais você e você, eu.
lembro de você dizendo que era pelo filme em si e não pelo final.
e eu que nunca suportei finais tristes, hoje até reconsidero.
imagino: e se houve um enredo feliz?
agora vem você dizer, que só se aproveita um filme uma vez
um final de poucos minutos não reduz um filme à uma única vez!
acho que se os mocinhos já soubessem o final
e também soubessem tudo que teriam que passar;
só pra que estivessem juntos...
ainda que não fosse até o final.
acho que ainda assim
cumpririam o script à rigor.
durante todas as cenas
são inúmeros os detalhes,
excelentes as risadas,
e lágrimas tão sentidas...
(nos que possuem protagonistas de verdade, claro.
existe sempre uma boa dúzia que não entende o peso
ou até a responsabilidade que acompanha um papel.)
a questão é que aí,
o final é só o resultado de uma série.
uma série de pequenas e grandes escolhas, e sim.
um bom tanto de "acaso"
(é que eu não acredito em acaso.
pra mim, é tudo coisa do roteirista)
então... só relembrando:
você acreditava em enredos. eu acreditava em finais.
mas a gente devia mesmo era acreditar nas tantas escolhas
já que "acaso" é "acaso".
e eu deixei de falar de filmes há 23 linhas.
2 comentários:
eu AMO² esse texto!
obrigada leo... é de uma verdade mutante pra mim...
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